A tal mania de perseguição


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A princípio, ia escrever sobre algo nada a ver com o tema. Mas há poucos minutos, estava eu caminhando pela calçada, quando ouvi passos atrás de mim. Como toda pessoa (excessivamente) curiosa, diminui o passo e espiei para ver quem estava atrás.
Acho que todo mundo já teve a sensação de parecer ser perseguido. Quando aparece alguém suspeito pela rua, não pago pra ver: aumento o passo o máximo que puder - que já não é lá grandes coisas, é duro ter 1,57 de altura. Além do mais, sou completamente distraída, e fico pensando se em um desses meus devaneios sou pega de surpresa. Enfim, não tenho mania de perseguição, só não quero que minha mãe jogue na cara de novo que não presto atenção em nada e é por isso que levaram minha carteira/meu casaco/meu guarda-chuva/etc. sem eu ver.
Aliás, uma coisa que eu percebi é que eu não tenho mais essa tal mania de perseguição do tipo "Oh céus, tudo conspira contra mim!", claro que às vezes rola um drama básico (o que é a vida sem um draminha?) mas acho que essa distração minha evita eu notar até quando a perseguição for óbvia demais. A verdade é que eu não sou perseguida. Eu sou a perseguidora!
Por que afinal eu queria tanto saber quem estava atrás de mim? Eu estava pensando que era quem afinal? Johnny Depp? Ou Sweeney Todd (o barbeiro demoníaco da rua Fleet - interpretado pelo Depp, hihi)?
Acorda, Aninha! As pessoas andam nas calçadas o tempo todo, admita: você queria ver se tirava algo pra comentar. Pois é, e deu certo. Vou me consolar e dizer que essa tal mania de perseguir as pessoas é coisa de quem escreve: ter curiosidade e querer observar aquilo que não lhe compete.

P.S. 1: Se você tem mania de perseguição, só tenho uma coisa a declarar: eu não estou te perseguindo!
P.S. 2: Bem, do jeito doida que sou, talvez eu te persiga um dia e nem saiba.
P.S. 3: Talvez eu já tenha te perseguido.
P.S. 4: Se eu te persegui, desculpa, tá?

A crônica do cronista


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Quase 3 horas. Nada saía da mente. Nem ao menos uma piada, daquelas tão sem graça quanto charadas tiradas de revistinhas. Levantou-se uma, duas, três ou quatro vezes. Bebeu água, pulou sobre a cama, tomou banho (dizem que isso traz inspiração), plantou bananeira... Mas não tinha história alguma para escrever. 
"Não é possível! Há meses e nenhuma narrativa realmente boa eu consegui", pensou.
A máquina de escrever o encarava com certa frieza. Os papéis, com pequenas frases sem-efeito, estavam espalhados pelo chão. O chá frio. Ele parou fixando o chão.
"Talvez eu só esteja doente. Talvez eu tenha adquirido um vírus que modificou meu DNA. Agora com um novo psicológico, perdi todas as minhas habilidades literárias. Nunca mais escreverei uma crônica sequer. O editor-chefe provavelmente colocará alguém mais talentoso e imune a esse vírus infame que eu tive a infelicidade de conhecer. Sendo assim, não me resta se não duas saídas: desventurar-me pela vida sem a esperança de voltar a escrever ou buscar incansavelmente a cura e reestabelecer minha gloriosa carreira de cronista".
Ainda com um resto de esperança, foi a procura de sua recuperação. Após três meses seu editor-chefe pediu-lhe que viesse até sua sala. Seu primeiro romance estava pronto para ser publicado.

Novidades e Meme Literário


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Aninha entrou em uma nova etapa! Nunca imaginei que tanta coisa pudesse acontecer em tão pouco tempo. Acabei de me formar no ensino médio, fiz as provas do vestibular e entrei em um novo ambiente, totalmente desconhecido e incrível que é a universidade.
Agora sou estudante de Letras (surpreendente?) na Universidade de São Paulo, mais conhecida apenas como USP. Mudei de cidade, mudei de rotina, mas estou adorando toda a novidade. E provavelmente terei novas experiências pra contar.
Ok, vamos ao Meme - que não sei o que significa exatamente.


1. Com certeza, a série "Harry Potter".

2. "Orgulho e Preconceito", apesar de um ter um super cuidado com meus livros, eu tive que fazer marcas nas minhas partes favoritas deste.

3. Que difícil. Mas vou indicar um que ganhei de presente e li recentemente, "A Última Música".

4. Vamos à lista: 

5. Fui indicada por dois blogs: da Juliana - pessoaesdruxula.blogspot.com e da Viviane - vivianebotelho.blogspot.com

Peculiaridades da Autora: Fazer render?


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Esses meses foram uma completa confusão na mente. Muitas coisas acontecendo, muito para se fazer e se esperar. A Autora como sempre, (sus)pirando. E constantemente se deparando com suas próprias observações.
Mas hoje, ouvi a seguinte frase: "Para fazer render". Este é um dos momentos em que minha lâmpada, que costuma ficar em cima da minha cabeça, acende! Eu tenho isso o tempo todo! Me sinto estranha por imaginar que ideias surgem de qualquer coisa que muitas vezes parecem insignificantes. Tento entender como minha mente trabalha, mas whatever!
Nos últimos dias fiquei bastante impressionada com um trecho de um livro a respeito do entendimento. Uma simples palavra mas com um significado bastante... peculiar. Com entendimento muitas coisas podem ser resolvidas, feitas, fortalecidas. Mas sem entendimento tudo pode virar um caos. O entendimento é a maneira de pensar ou de ver.
Mas qual o conectivo entre entendimento e rendimento? Foi exatamente isso que passou pela minha cabeça. Eis minha conclusão: O entendimento pode resultar em rendimento. 
Vamos ver se é possível entender meu ponto de vista. Quando algo é entendido positivamente, isto satisfaz. E render é também satisfazer. Por exemplo, os relacionamentos acabam exigindo de nós entendimento. Se você entende seu melhor amigo ou sua melhor amiga, esta é uma amizade que satisfaz.
Por fim, entendi que a postagem não deveria ser uma ficção, mas sobre minha própria conclusão. Precisava compartilhar algumas ideias para que isto quem sabe me rendesse outras novas.

P.S.: Alguma conclusão para fazer render minha postagem?

Encontros e desencontros de uma Lua 2


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Aline não podia sentir-se mais feliz. Pensava que ele a tivesse esquecido. Mas mal sabia ela que seu amor estava tão vivo quanto antes. Sentiu mil borboletas dançarem em seu estômago. Os dois ficaram durante dias se encontrando na praia, onde conversavam e contavam sobre suas vidas. Havia tanto o que falar. Eram dois pequenos apaixonadas outra vez. Fernando estava encantado.
Na manhã de 23 de dezembro, Aline o convidou para ceia de Natal com sua família. Ele aceitou imediatamente e estava visivelmente ansioso. Ela queria que tudo saísse perfeito. Mas talvez os encantos da lua e do amor reencontrado a tivesse feito esquecer-se de tudo ao seu redor. Na mesma manhã, Henrique voltou para Santos. Aline quase teve uma síncope ao vê-lo parado em sua porta. Tinha esquecido completamente que seu namorado voltaria para o Natal.
Não sabia o que fazer. Contou a melhor amiga tudo o que havia acontecido. Ela não podia simplesmente esquecer-se do namorado que tanto a amou. Não poderia esquecer-se de tudo que passaram juntos. Mas agora, o que ela realmente sentia? Talvez estivesse enganada sobre Fernando, uma paixão jovem, que agora podia não significar nada. Não conhecia os sentimentos de Fernando. Se tomasse uma decisão precipitada poderia arruinar o Natal.
Era noite de lua cheia, mas havia muitas nuvens no céu. Nuvens de dúvidas. Nada de ilusões, agora Fernando é apenas um bom amigo, disse a seu próprio coração. Porém, não conseguia controlar as fortes e rápidas batidas dele quando Fernando se aproximava. Será que seu amor por Henrique estava acabado?
Era para ser uma noite natalina especial. No entanto, seus anseios deixaram-na bastante desconfortável quando acordou na véspera de Natal. Encontrou na mesa da cozinha dois buquês de flores. Um era de majestosas rosas vermelhas e outro de lindas orquídeas. Ela amava orquídeas, eram de Fernando.
Respirou fundo, pegou o telefone. Mas ele tocou antes. Henrique queria conversar. Disse que ela estava estranha e parecia meio insegura. Aline apenas confirmou. Talvez quisesse dizer algo, mas teve receio por ser Natal? Indagou Henrique. E ela continuou a confirmar. Havia prometido sinceridade a ele. A conversa não continuou mais.
Naquela noite, a casa estava cheia de amigos. Aline apresentou Henrique a Fernando, que não poderia ter ficado mais arrasado com a notícia de que Aline tinha um namorado. Céus! Tinha que pegar o presente que dera a Aline antes que ela o abrisse! Procurou pela árvore, mas não o encontrou. Alguns minutos depois, percebeu que era tarde demais, o pacote parecia que já fora aberto. Pelo menos o panetone é de chocolate, pensou. Uma janela emoldurava a lua brilhante no céu. Se pudesse fazer algo...
Henrique puxou Aline para um canto. E perguntou o que realmente sentia por seu amigo Fernando. Ela ficou em silêncio. Ele pegou um pacote um pouco amassado, pediu desculpas. Disse que sabia o que estava acontecendo e que era hora de não esconder mais nada. Podia tê-la como completa amiga, mas não podia ter uma meia-namorada, disse ele. E então, pediu desculpas novamente, entregou o pacote e foi embora.
Aline ficou atordoada. Abriu o pacote e descobriu que era de Fernando. Havia uma corrente com um pingente em forma de lua e uma carta enorme declarando seu amor e seus sentimentos por ela. Relembrando os momentos que passaram juntos, coisas que disseram um ao outro. E terminava com “Eu te amo”. Aline sorriu ao terminar de ler.
Lá estava ele, debruçado na janela, olhando para a lua. Ela se aproximou e sorriu. Eu também, disse ela. Então, eles se beijaram, tão tradicionalmente, debaixo do visgo de Natal, para nunca mais desencontrar-se. 


P.S. da Autora: Como alguns estavam curiosos por uma continuação da história, eis o meu presente de Natal para vocês! Espero que me perdoem pela ausência e demora, mas o fim de ano está sendo extremamente corrido e atarefado para mim. Obrigada pelos comentários e carinho de sempre. Com amor, Feliz Natal e Boas Festas!